Rummo Empreendimentos: a importância de ferramentas Web no cenário de pandemia

Rummo Empreendimentos é uma empresa criada em 2015 voltada ao mercado do MCMV, situada na cidade de Uberlândia em Minas Gerais.  Morum Bernadinho diretor da empresa nos fala como estão atuando nesse momento de isolamento social. Principalmente sobre como o ambiente Web facilita o processo emergencial atual.

Rummo Empreendimentos é uma empresa criada em 2015 voltada ao mercado do MCMV.

O ERP Sienge por ser 100% Web, é uma tecnologia que tem se mostrado eficiente e essencial para as construtoras e incorporadoras nesse momento de isolamento social. Veja a seguir!

Como a Empresa está agindo em relação ao seu administrativo, colaboradores e demais processos nesse período?

Morum: A parte administrativa está toda em Home Office e a equipe de obras adotou cuidados para evitar a contaminação. Grupos reduzidos no horário de almoço e controle de temperatura da entrada da obra.

O Sienge está ajudando de que forma?

Morum: O Sienge foi nossa primeira ferramenta 100% web e desde então a empresa decidiu migrar todas as outras para a nuvem. Processo finalizado em 2018. Com o isolamento não tivemos dificuldades em migrar os trabalhos para as residências dos colaboradores.

No cenário de isolamento social, as ferramentas que dependem exclusivamente da internet ajudam a empresa a cumprir com as obrigações do dia a dia sem expor a equipe.

Como está o andamento da Empresa diante da situação Coronavirus e isolamanto social?

Morum: As atividades da empresa seguem lentamente. Estamos com dificuldades na aprovação de novos projetos nos órgãos públicos.

Como está o contato com o Agente Financiador e quais são as medidas de estímulos que eles estão oferecendo neste momento?

Morum: Nossas obras não possuem financiamento, mas a CEF ofereceu capital de giro.

Diante ao quadro atual do Covid-19 no Brasil, houve algum impacto em relação às vendas de seus imóveis?

Morum: Todas as nossas obras em andamento estavam 100% vendidas antes do isolamento. Tivemos impacto nos novos lançamento que foram adiados.

Com o  isolamento social, quais as ações, canais e tecnologias que vocês estão utilizando para a venda dos imóveis?

Morum: As vendas estão paralisadas.

Podemos concluir pela entrevista de Morum e das demais empresas que, certamente, quando uma empresa é gerenciada por meio de uma única plataforma web a comunicação entre os setores ou departamentos fica mais clara, ágil e a integração de informações mais eficiente.

O sistema Sienge é dividido em módulos determinados conforme a necessidade da sua construtora, dessa forma, ele consegue otimizar todos os seus processos.

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    Erasmo Vieira: a economia no setor da Construção Civil no Brasil

    Erasmo Vieira especialista em finanças nos concedeu gentilmente uma entrevista para falar do momento econômico  que estamos vivendo no ano de 2020.

    Erasmo Vieira é profissional da área financeira, sua carreira vem desde quando começou a trabalhar como office boy na Elmo calçados no escritório de contabilidade, depois  na carteira de câmbio no Banco Nacional.

    Após, trabalhou 10 anos como gerente da carteira de câmbio e comércio exterior do Banco Sumitomo Brasileiro. Na época um dos maiores bancos do mundo, onde trabalhou com os Japoneses,  e com grandes contas, principalmente empresas que tinham capital Japonês e permaneciam no Brasil.

    Personal Financial Planning

    Trabalhando nessa área ele descobriu lendo a Gazeta Mercantil, que era o jornal econômico da época, o papel da figura “Personal Financial Planning”, que nada mais é o personal do bolso, ou seja, o planejador financeiro. Profissão essa que  já era exercida nos Estados Unidos, Europa e no Brasil ainda não.

    Então, Erasmo resolveu estudar e aprofundar  mais nessa área e observou a importância do planejador financeiro. Assim, fez um curso de formação em São Paulo e começou a atuar nessa área. E essa foi a sua experiência inicial no campo de planejamento financeiro.

    Ele observou que muitas vezes nesse campo de planejamento financeiro, as contas de pessoa jurídica estão muito ligadas com a pessoa física, e foi aí que ele começou atuar também em pequenas empresas como planejador financeiro.

    Após essa trajetória, Erasmo Veira escreveu o livro “Viva em paz com seu dinheiro”, este que virou best-seller no Brasil, assim ele passou ser referência na área de finanças. Com isso, concedeu diversas entrevistas como, Jornal Nacional, Jornal Hoje, Bom dia Brasil, revistas, etc. Sempre falando da gestão financeira, ajudando as pessoas a gerir melhor suas finanças.

    Há 2 anos, Erasmo tornou-se sócio da Fiduc, que é uma empresa que faz o planejamento financeiro, que oferece também  a gestão dos investimentos. Apresenta assim para seus clientes opções para investimentos como fundo de renda fixa, fundo de multimercado, fundo de renda variável,  e fundo de previdência. Tudo isso com um gestão e trabalhos diferenciados.

    Atualmente Erasmo trabalha com palestras falando sobre “Inteligência Financeira”, normalmente para empreendedores no SEBRAE, também ministra palestras sobre Qualidade de Vida e Educação Financeira em SIPAT´s para os funcionários das empresas. Tema esse que pode ser aplicado para qualquer área de negócio.

    Gestão financeira e a realização do sonho da casa própria

    Seja você funcionário, diretor  de uma empresa ou profissional liberal, todos possuem a área financeira para cuidar. Por isso é necessário ter uma boa gestão financeira, e sendo obrigatório administrar bem e investir para você garantir o seu futuro financeiro, taí o Coronavírus parando o país, quem tem reserva financeira vai passar melhor por este momento. 

    Erasmo pontua que as pessoas trabalham e trabalham, porém, por falta de objetivos e compromissos claros, elas não conseguem realizar seus sonhos. Assim, ele propôs a criação de  uma ferramenta que ajuda as pessoas com essa realização, o App “Planejador de sonhos”.

    Com essa experiência  e estudos Erasmo cita que os 4 principais sonhos dos brasileiros são:

    • 1º lugar a casa própria;
    • 2º lugar os carros;
    • 3º as viagens;
    • 4º Empreender.

    Portanto, para a Indústria da Construção esse dado é de suma importância, pois essa questão da “casa própria” é o principal sonho do brasileiro.

    E por conta desse sonho  segundo Erasmo, é um mercado promissor, porque as pessoas têm essa necessidade. 

    Porém, é um mercado a  longo prazo, porque não se constrói  e não se compra um imóvel de um dia para o outro. Considerando também que é a maior compra que a pessoa realiza na vida.

    Com isso, Erasmo Vieira pontua que, por falta de planejamento a pessoa transforma o sonho em pesadelo, porque mesmo com as taxas de juros caindo, quando se financia em 30 ou 35 anos os juros pesam muito no orçamento.

    A evolução econômica do setor

    A construção civil do ano de  2015 ao ano de 2019 foi um setor que sentiu muito a questão da queda no volume de dinheiro na economia. 

    Nesse período com o crédito bem mais caro, o desemprego, uma atividade econômica menor, sabemos bem que o mercado foi muito afetado.

    Assim no ano 2019, o  mercado começou a dar um pequeno sinal,  com a queda nas taxas de juros até o nível de emprego subiu, foram 644 mil empregos gerados segundo Erasmo. Com o valor médio de salário por volta de R$1.600,00 temos 1 bilhão  e 30 mil reais movimentando todo mês a economia do país.

    A reação positiva que o setor sentiu do segundo semestre de 2019 a 2020 não teve  uma questão específica, ou seja, as taxas de juros caíram, o nível de emprego aumentou e a  economia começou ativar um pouco mais. Com isso, as pessoas têm a coragem de assumir mais compromissos em relação às finanças.

    Boom imobiliário em 2013

    Erasmo lembra que nesta época a demanda estava grande demais, a economia estava muito aquecida. Dessa forma, as pessoas estavam comprando imóveis no lançamento, sem precisar injetar praticamente dinheiro nenhum.

    Assim, na finalização do imóvel, no momento do financiamento o investidor vendia  o mesmo para aquele que realmente iria morar, capitalizando com um alto lucro. 

    Isso alavancou demasiadamente o mercado, os imóveis da noite para o dia dobraram de preço e foi um processo insustentável, tanto que caiu absurdamente.

    Exemplo da queda, o investidor comprou 5 imóveis de um empreendimento, na entrega do imóvel pela construtora não tinha mais o comprador. Assim, esse investidor teve que buscar empréstimo no mercado pagar a construtora. E nesse momento muitos não conseguiam. Provocando o estrago que vimos no mercado imobiliário nessa época.

    Ano de 2020 e a tendência dos imóveis populares

    Uma publicação de janeiro 2020 na Folha, mostra que a venda de imóveis obteve aumentos de 49% em apartamentos de 2 quartos em São Paulo, isso é um dado considerável comparado ao último ano.

    Segundo Erasmo, isso quer dizer que as pessoas ainda não têm condições de comprar imóveis melhores, mas aquele do setor da indústria da construção que  está no mercado oferecendo opções mais em conta ou populares, consegue um público maior para suas vendas.

    Erasmo pontua que o mercado da construção tem que ficar muito atento a isso, a demanda ainda tem, pois, a casa própria  é um sonho do brasileiro, e este se adapta às condições financeiras principalmente com a queda na taxa de juros também.

    O setor da construção a partir de 2020 e o Coronavírus (COVID-19)

    Erasmo ressalta que não vê por hora o Boom de 2013 acontecer novamente, principalmente com o Coronavírus(COVID-19) mexendo com as estruturas mundiais.

    coronavirus-COVID-19

    A economia interna do Brasil que poderia estar reagindo em uma velocidade mais rápida, ainda está muito lenta. Com o Coronavírus (COVID-19) vai cair mais e somente as reformas podem melhorar as condições financeiras do país, mas claro, só depois que a pandemia e o isolamento social passar.

    Mesmo assim, Erasmo pontua que é um mercado muito promissor, principalmente se alguma reforma interna for aprovada dentro do congresso, seja a reforma administrativa e principalmente a reforma tributária. Que ajudará muito a economia!

    Com o maior nível de emprego a economia do Brasil poderá voltar a progredir e a Indústria da construção começará a crescer e contratar mais. A própria Caixa Econômica, segundo Erasmo, já tem novas modalidades de financiamentos e isso ajuda muito o setor.

    De acordo com Erasmo, é necessário que o governo busque dinheiro no exterior por meio das privatizações e as aprovações do congresso para que essas empresas do governo possam ser privatizadas. Se isso acontecer, rapidamente o dinheiro começa a circular, porque será um dinheiro que não vem do governo. E as empresas compradas terão investimentos de quem as comprou e não do próprio governo.

    Porém, com a quarentena imposta devido ao Corona Vírus todos os negócios serão prejudicados. Provavelmente não haverão novos negócios no período de quarentena. Esperamos que a retomada seja rápida!

    Irá impactar sim! Contudo, as construtoras que estão com projetos agora terão que colocar para população, e não haverá negócios fechados por hora devido à pandemia.

    As crises e suas retomadas

    Normalmente todas as crises têm uma recuperação, que pode ser mais rápida ou ser mais lenta. Por isso, se a recuperação for mais rápida, e se houver uma recuperação externa, como o Coronavirus parar de propagar, por exemplo, e voltar tudo “ao normal” e ainda houver alguma aprovação de reformas e facilitações de investimentos externos no Brasil, teremos grandes possibilidades de ver o setor da construção ser bastante beneficiada.

    Todas as crises têm uma recuperação, que pode ser mais rápida ou ser mais lenta.
    Imagem fonte: noxbitcoin.com.br/ investificar.com

    Erasmo acrescenta que nesse momento, quem tem crédito pré-aprovado não deve perder essa oportunidade, lógico que cada pessoa deve avaliar os impactos desta quarentena na entrada de receitas. Só não sabemos ainda se vai haver um impacto de alguma trava dos financiadores (Bancos) de não liberar empréstimos, porque a compra de imóvel no Brasil é baseada em financiamentos. Se houver alguma bloqueio nesta questão, poderá afetar negativamente.

    Porém, ele acredita que os bancos não devem restringir créditos já aprovados porque o Banco Central flexibilizou as regras do compulsório e disponibilizou mais dinheiro para o mercado bancário. Mesmo com a tendência do dólar mais alto, não vemos a inflação subindo, e a taxa selic a 3,75% pode diminuir as taxas de financiamentos. 

    A questão principal neste momento é saber quanto tempo a quarentena vai durar e os impactos reais desta parada na economia. Devemos acompanhar, colaborar e pedir a Deus que esta questão se resolva mais rápido.

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